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2009-10-04
História do Concelho de Vila do Bispo Imagem: Igreja de Vila do Bispo A Aldeia da Pedralva, que já contou com mais de 100 habitantes, comércio, uma escola primária e muitos bailaricos, foi morrendo com a saída dos seus habitantes à procura de uma melhor vida. Esta aldeia fica situada no concelho de Vila do Bispo. Vila do Bispo, sede de concelho, tem uma contradição de datas, relativamente à sua origem. O primeiro registo é uma carta régia datada de 1329, reinado de D. Afonso IV e que faz referência ao arrendamento de uns “… herdamentos que foron de ssam Vicente que som em termho da aldeya do Bispo…” a quatro moradores no Cabo de S. Vicente. Por outro lado, e no século XVI, reinado de D. Manuel refere a história que a Aldeia de Santa Maria do Cabo foi doada, em 1515, ao Bispo do Algarve D. Fernando Coutinho e está nas origens da Aldeia do Bispo. Depois da doação de 1515, a Aldeia de Santa Maria do Cabo passou a ser conhecida como Aldeia do Bispo. (Vila do Bispo a partir de 1662) Estudos arqueológicos demonstram vestígios do povoado do Neolítico-Final/ Calcolítico (c. 3.000/ 2.500 a.C.), nomeadamente fragmentos de mós manuais (dormentes), visíveis à superfície do terreno, comprovam ter sido a produção de cereais o motivo principal dos primeiros assentamentos humanos na região. Os vestígios da idade do Bronze (c. 1.700/ séc. VI a.C.) denticulado de foice em sílex à superfície, remete-nos de novo para o cultivo de cereais. Também os primeiros colonos Romanos se instalaram nesta região devido à fertilidade dos solos para o plantio de cereais. Existem vestígios do séc. I d.C. Já no nosso tempo, Vila do Bispo foi considerada o Celeiro do Algarve, actividade que ocupava uma grande parte da população. “Homem do mar e Homem do Campo”, duas categorias culturais distintas e que dividem a população deste concelho. É que o mar também faz parte da história deste concelho. A importância de Lagos no séc. XV com as Descobertas e comércio vindo de África e os sobressaltos dos piratas marroquinos e ingleses que tentavam saquear os barcos abrigados na baía de Sagres, faziam com que parte da população fizesse do mar um modo de vida ou uma obrigação de defesa da sua terra e dos seus bens. No séc. XVIII o mar passou a representar o pólo de atenção da actividade económica no sector das pescas. Passou inclusivamente a existir formação sobre locais de pesca rentáveis e géneros de pesca a realizar. Também nos nossos dias, o peixe e o marisco são importantes fontes de receita para esta população. Por último, e também fazendo parte da economia dos nosso dias, o Turismo passou a ser uma importante fonte de receita. Monumentos a visitar em Vila do Bispo
Fortaleza de Sagres; Cabo de S. Vicente; Forte da Baleeira; Forte do Beliche, Igreja Matriz da Raposeira; Capela da Nossa Senhora da Guadalupe, Igreja Matriz de Budens; Capela de St. António; Ermida de S. Lourenço; Forte de Santa Cruz; Forte de S. Luís de Almádena; Fortaleza do Burgau; Ermida de S. Pedro; Capela de Santa Elizabete, Igreja Matriz de Barão de S. Miguel. Feiras Regionais de Vila do Bispo Festa de S. Vicente em Vila do Bispo, Festa de Nossa Senhora da Encarnação, Festa do Sargo, Festa de Nossa Senhora do Perpétuo Socorro, Festas de Sagres – Padroeira Nossa Senhora da Graça, Procissão por mar até ao Cabo de S. Vicente, Festas de Burgau, Festas de Barão de S. Miguel, Festa do Banho 29, AGRO-EXPO - Feira de Actividades Económicas, Gastronomia, Artesanato e Pecuária em Vila do Bispo, Feira anual e Festa Popular na Raposeira, Feira anual em Vila do Bispo, Festa da Nossa Senhora da Conceição – Igreja Matriz de Vila do Bispo. Parque Natural do SW Alentejano e Costa Vicentina Localização: O Parque Natural do Sudoeste Alentejano e Costa Vicentina (PNSACV)) situa-se a sul do Rio Tejo e abrange territórios pertencentes aos concelhos de Aljezur (parte das freguesias de Aljezur, Bordeira e Odeceixe), Odemira (parte das freguesias se Sta. Maria, S. Luís, S. Salvador, S. Teotónio, Vila Nova de Milfontes e Zambujeira do Mar), Sines (parte das freguesias de Porto Covo e Sines) e Vila do Bispo (parte das freguesias de Budens, Raposeira, Sagres e Vila do Bispo. Superfície: 74. 414,89 ha área terrestre 56.952,79 ha área marinha 17.461,21 ha Esta faixa litoral é marginada por um planalto costeiro com falésias abruptas e muito recortadas que escondem pequenas praias de areia. Acrescentem-se troços de arriba baixa, cordões dunares, um infindável cortejo de ilhotas e recifes, a ilha do Pessegueiro, o estuário do Mira, o cabo Sardão, o promontório de Sagres... Os xistos de Arrifana e Odeceixe e os calcários de Sagres contrastam com sistemas dunares tão diversos quanto os de Milfontes ou do Sardão. Há um estranho recife de coral na Carrapateira.
As plantas lutam contra a rudeza do solo e a franca exposição aos ventos e à salinidade marinha. Abundam os endemismos botânicos nomeadamente nas zonas de Sagres - São Vicente e Carrapateira. Há trechos bem conservados de vegetação dunar, um ou outro sapal e bosquetes de sobreiro e medronheiro em barrancos menos acessíveis. Nas falésias poisam Corvos-marinhos e Pombos-da-rocha. As cegonhas e as garças levam o inédito ao ponto de erguerem ninhos em rochedos em pleno mar. Este litoral é ainda importante corredor migratório para numerosos passeriformes, limícolas, aves de presa e aves marinhas. Há populações costeiras de Lontra adaptadas à vida marinha e abundância de peixe. Dizer Sudoeste é também falar em vestígios pré-históricos, testemunhos fenícios, árabes e romanos bem como construções defensivas de séculos mais recentes. Pequenos aglomerados dispersos fazem o presente, poiso de homens do campo, não raro, ligados ao mar. Aos que lá vivem juntam-se, cada vez mais, os que lá vão, atraídos por paisagens mais próximas da ideia que muitos se fazem do natural. A rede hidrográfica da Costa Sudoeste é constituída por diversos cursos de água pertencentes à bacia hidrográfica do rio Mira e à bacia hidrográfica do Barlavento algarvio e por outros cursos que desaguam directamente no Atlântico, tanto na costa ocidental como na costa sul. Estes cursos de água sustentam um elevado número de espécies da flora e da fauna, incluindo algumas espécies de peixes prioritárias e endémicas. Em acréscimo, as galerias ripícolas constituem um habitat relevante no que respeita à migração de passeriformes transharianos bem como à alimentação e ao refúgio de várias espécies de mamíferos. Particularmente interessantes são também alguns dos estuários que constituem importantes zonas de nursery para várias espécies de peixes, sendo ainda habitat de alimentação, repouso e nidificação para aves migradoras. A fauna está associada aos diferentes habitats existentes, nomeadamente as arribas, os sistemas dunares, as lagoas temporárias e os barrancos e ribeiras. É uma importante área de passagem migratória para aves planadoras e passeriformes migradores transarianos, aves que nas suas deslocações entre as zonas de invernada em África e de nidificação na Europa, evitam atravessar grandes massas de água. A maior concentração de aves planadoras, em Sagres, verifica-se nos meses de Setembro e Outubro, envolvendo mais de 2000 indivíduos de diversas espécies. Constitui derradeira área de cria na Península Ibérica da Águia-pesqueira Pandion Haliaetus. A nidificação em arribas marítimas constitui uma particularidade desta região aqui se reproduzindo espécies como o falcão- peregrino Falco peregrinus e a gralha-de-bico-vermelho Pyrrhocorax pyrrhocorax. Ainda nas falésias destaca-se, por ser situação única no mundo, a nidificação da cegonha branca Ciconia ciconia. Em toda a faixa costeira podem observar-se corvos-marinhos Phalocrocorax spp., melro-da-rocha Monticola solitarius e peneireiro Falco tinnunculus Nos campos dunares podem-se avistar mamíferos como a fuinha Martes foina, que frequenta as praias e o texugo Meles meles, nas dunas da falésia, com solos mais propícios para escavarem as suas tocas. Nas dunas ocorrem, frequentemente, raposas Vulpes vulpes, localmente denominadas por zorras e sacarrabos Herpestes ichneumon também conhecidos por escalavardos. PRAIAS
Concelho de Vila do Bispo: Costa Ocidental Telheiro, Ponta Ruiva, Casteleijo, Cordoama, Barriga e Murração
Costa Meridional Burgau, Cabanas Velhas, Boca do Rio, Salema, Figueira, Furnas, Zavial, In grina, Barranco, Beliche, Águia. Concelho de Aljezur: Vale dos Homens, Amado, Bordeira, Vale Figueiras, Penedo, Canal, Arrifana, Monte Clérigo, Amoreira
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